Google diferencia URLs com colchetes crus e codificados e recomenda padronização
John Mueller esclarece que o Google rastreia versões cruas e %5B/%5D de colchetes como URLs distintas e recomenda usar um único formato em links, sitemaps e dados estruturados.

O Google confirmou que URLs contendo colchetes em sua forma literal ("[") e a versão percent‑encoded ("%5B" e "%5D") são consideradas URLs diferentes e, portanto, são rastreadas separadamente. Caso o conteúdo retornado seja idêntico, o mecanismo de busca deduplica as páginas e escolhe uma versão para indexar.
Por que os colchetes codificados são URLs distintas
De acordo com o especialista em busca do Google, John Mueller, a distinção tem base no padrão RFC 3986, que define colchetes e sinais de mais como caracteres reservados. A seção 2.2 do documento especifica que substituir um caractere reservado por sua forma codificada não gera equivalência entre URIs. Assim, "?filter[]=123" e "?filter%5B%5D=123" são interpretados como endereços diferentes.
Como o Google lida com as duas versões
Quando o servidor devolve a mesma página para ambas as formas, o Google pode comparar o conteúdo – até mesmo em nível de checksum – e, se confirmar a identidade, remover a duplicidade e manter apenas uma das URLs nos resultados. Mueller ressaltou que a escolha tende a favorecer o formato que predominar nos links internos, nas tags rel=canonical, nos sitemaps e nos dados estruturados.
Ele também observou que navegadores costumam codificar colchetes antes de enviá‑los, mas chamadas feitas por JavaScript ou outros códigos podem transmitir os colchetes crus. Por isso, a recomendação oficial é sempre codificar os colchetes e nunca exibi‑los literalmente nos endereços.
Impacto em outros rastreadores e boas práticas
A documentação de URLs do Google já orienta a codificação de caracteres reservados, alinhando‑se ao padrão IETF STD 66. Embora o Google siga rigorosamente a lógica da RFC, Mueller alertou que outros rastreadores ou ferramentas de fetch podem não aplicar a mesma exatidão, o que pode gerar variações de indexação.
Sites que já utilizam colchetes crus podem continuar funcionando, mas a padronização reduz riscos de inconsistências e facilita o controle interno de links. A uniformização inclui atualizar links internos, garantir que as tags canônicas apontem para a mesma forma e revisar sitemaps e marcações de dados estruturados.
O que isso muda para o seu negócio
Para pequenas e médias empresas brasileiras, a principal consequência é a necessidade de revisar a forma como os parâmetros de URL são construídos nas páginas de produtos, filtros de busca ou formulários. Se a sua plataforma gera URLs com colchetes, escolha entre mantê‑los codificados ou convertê‑los totalmente para a forma %5B/%5D e aplique a escolha de forma consistente.
- Audite seus links internos: verifique se todas as referências apontam para a mesma variante de URL.
- Atualize sitemaps: inclua apenas a versão padronizada para evitar que o Google rastreie duas vezes a mesma página.
- Reforce as tags canônicas: garanta que o atributo rel=canonical indique a URL escolhida, evitando conflitos de duplicidade.
- Teste ferramentas de terceiros: verifique como plataformas de análise, bots de redes sociais ou serviços de monitoramento tratam colchetes, ajustando se necessário.
Ao adotar uma estratégia de padronização, você diminui a chance de conteúdo duplicado, melhora a clareza dos relatórios de tráfego e mantém a consistência de SEO, sem precisar reescrever toda a estrutura do site. A prática também facilita a comunicação com desenvolvedores e agências, que passam a trabalhar com um padrão único de URL.
Fonte: Search Engine Journal
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