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Google Gemini começa a incluir parâmetros UTM em links externos

Google adicionou UTM aos links gerados pelo Gemini, permitindo que proprietários de sites rastreiem com mais precisão o tráfego proveniente da IA.

3 min de leitura
Google Gemini começa a incluir parâmetros UTM em links externos

O Google incorporou silenciosamente parâmetros UTM nos links que o Gemini envia para fora da plataforma, facilitando a atribuição de visitas provenientes da inteligência artificial.

Contexto da mudança

Até agora, grande parte do tráfego originado por chatbots de IA, como o Gemini, aparecia como direct nas ferramentas de análise, já que não havia referência ou UTM que vinculasse a visita a um canal específico. Essa falta de informação tem gerado frustração entre profissionais de SEO e proprietários de sites, que veem a parcela de tráfego proveniente da busca tradicional diminuir em razão da expansão da IA.

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Um usuário do Reddit notou a novidade ao observar que o Gemini passou a acrescentar UTMs nos resultados. O comentário destacou que a mudança era recente, com poucos dias de observação. Em resposta, o pesquisador de SEO do Google, Mueller, confirmou o comportamento e explicou que, embora ainda exista um referrer, ele sobrevive principalmente em desktops. No aplicativo móvel, apenas cerca de 9 % das chamadas mantêm o referrer, e as invocações via Assistente Android removem-no totalmente, fazendo com que grande parte desse tráfego continue sendo classificado como direto.

Como o UTM funciona no Gemini

O parâmetro UTM inserido nos links sobrevive ao webview interno do aplicativo e também aparece nos logs brutos do servidor, o que garante que a informação de origem seja capturada mesmo quando o referrer é perdido. Ainda não há documentação oficial da Google sobre as condições exatas que disparam a inserção do UTM, mas a hipótese mais plausível é que ele seja adicionado quando o Gemini apresenta respostas que referenciam diretamente um site.

Para efeito de comparação, o ChatGPT já utiliza UTMs, porém apenas em respostas que se baseiam em fontes da web, não em conhecimento interno do modelo. Essa diferença ressalta que a estratégia de rastreamento ainda está em fase de experimentação e pode variar entre as plataformas de IA.

Benefícios para SEO e análise de tráfego

Com a presença dos UTMs, SEOs e administradores de sites podem:

  • Identificar com maior precisão a quantidade de visitas enviadas pelo Gemini.
  • Segmentar usuários que chegam via IA e compará‑los com aqueles provenientes de buscas orgânicas tradicionais.
  • Justificar investimentos em canais de IA com dados concretos, ao invés de estimativas.
  • Ajustar estratégias de conteúdo para atender melhor ao público que utiliza assistentes de IA.

O que isso muda para o seu negócio

Para pequenas e médias empresas brasileiras, a novidade abre possibilidades práticas de mensuração e otimização:

  • Configure filtros UTM no GA4: crie visualizações que isolam o parâmetro usado pelo Gemini e acompanhe métricas como taxa de conversão e tempo no site.
  • Teste landing pages específicas: direcione o tráfego da IA para páginas otimizadas para perguntas frequentes, aumentando a chance de engajamento.
  • Alinhe orçamento de marketing: ao comprovar o volume de visitas vindas da IA, é possível redistribuir parte do investimento de mídia paga para iniciativas de conteúdo que favoreçam o posicionamento nos assistentes.
  • Monitore a origem móvel: dado que o referrer costuma ser perdido em dispositivos Android, verifique se os UTMs estão sendo capturados nas sessões móveis e ajuste a estratégia de acordo.

Embora ainda não haja detalhes oficiais sobre todos os cenários em que o UTM será aplicado, a presença desse recurso já permite que empresas acompanhem de forma mais transparente o impacto dos novos canais de busca por IA.

Fonte: Search Engine Journal

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